
O terceiro passo de Narcóticos e Alcoólicos Anônimos diz: “ Decidimos entregar a nossa vontade e as nossas vidas aos cuidados de Deus na forma em que o concebíamos.”
Admitir, conceber que existe alguma coisa ou alguém maior que ele próprio, para um dependente químico, é quase impossível. Porém, com a espiritualidade dos doze passos, é possível exercer a humildade e reconhecer que Deus é maior, e pode sim guiá-lo no longo caminho da recuperação.
Observe que eu disse “guiá-lo”. Guiar é conduzir.
E deixar-se conduzir, é estar ao lado, descansado, entregue a quem o guia, sabendo que vai chegar ileso ao objetivo final. Deus pode e vai levá-lo à sobriedade, a um novo estilo de vida.
Mas como fazer tudo isto acontecer, como funciona?
É necessário lembrar, que a recuperação é um processo de descobertas a respeito de si mesmo.
E isto envolve vencer alguns obstáculos, como por exemplo, a vontade própria, a necessidade quase compulsiva de controlar tudo, impaciência, intolerância, imaturidade, falso orgulho, arrogância, grandiosidade, rebeldia e auto-suficiência.
Alguns dependentes, muito resistentes hão de dizer que desta forma, deixarão de ser eles mesmos, perderão a identidade, e por ai vai.
Tenho a lhes dizer, que não se preocupem. Deixem-se guiar. Façam sua parte, (que é vencer os tais obstáculos), que Deus fará a dele...
Aprender a confiar em Deus e aceitar seu apoio elevará a sua qualidade de vida. E certamente não sentirão necessidade de carregar o fardo da doença da dependência química sozinhos.
Voltaremos ao assunto.
Contem comigo, conto com vocês.
Irani de Castro
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