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04/03/2010 - Voltando da Clínica

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Posturas da familia

•    A família não pode ficar isolada, tentando resolver todas as situações. Deve procurar apoio  para trabalhar a emoção e a insegurança.

•    Estabelecer regras e limites para o familiar e para toda a família

•    Ser acolhedor e solidário, sem paparicar, sem te pena ou ser permissivo.

•    Comunicar-se com absoluta clareza, nunca usar mensagens duplas, isto é, uma medida para julgar o dependente e outra para si próprio.

•    Exigir que o dependente em recuperação TRABALHE.Evitar emprego com vinculo familiar. Não “arrumar” emprego para ele. Deixar que ele tome a iniciativa.

•    Mesmo que o álcool não seja a droga de sua preferência, ele não deve beber de jeito nenhum. A bebida o torna fragilizado perante outras drogas.

•    Confiar desconfiando. Ficar atento aos sinais de alerta tais como: pessimismo, imediatismo, compulsão, irritação, apatia, medo, desonestidade, intolerância, falta de fé, indisciplina, euforia, frustração, depressão, auto-piedade, arrogância. Cuidado, pois estes são sintomas de recaída próxima.

•    Não o subornar com dinheiro, viagens, presentes, promessas, etc.Ele precisa conquistar as coisas por si mesmo.

•    Evitar divergências a respeito dos novos rumos a serem propostos, na frente do familiar em recuperação. A unidade de postura é fundamental.

•    Diante de cada situação ou proposta, fazer a seguinte pergunta: ESTA OPÇÃO IRÁ AJUDÁ-LO, OU PREJUDICÁ-LO?

•    Estimulá-lo a lutar contra a ociosidade com atitudes e propostas positivas.

•    Estimular que faça parte de um grupo de apoio como Na ou  AA

•    Atenção com as drogas lícitas que estão em casa.


•    Antes e  durante o uso de drogas, o dependente era o chefe da família, o centro de todas as atenções. Muito cuidado com este detalhe quando ele voltar. Ele será sempre parte da família e não, o que dá ordens.

•    Olhar cada fato novo que surgir como realmente é, sem atenuá-lo ou justificá-lo.

•    Cuidar para que as cobranças feitas a ele não sejam descabidas, que não sejam fruto de insegurança e do medo da família.

•    Viver o presente

•    Permitir que ele participe das decisões relativas á sua vida.

•    Prestar atenção nos outros membros da família.Todos são importantes e devem ser valorizados.

•    Manter sempre a serenidade, a fé e o perdão. Permitir que ele possa reparar possíveis erros. Isto é fundamental no processo de cura.

•    Não criar expectativas exageradas que geram frustrações;

•    Proporcionar lazer junto com toda a família.

•    Respeito e amor, SEMPRE. Por mais difícil que possa ser.


Irani de Castro
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