
Sábado, dez e meia da manhã. Fui assaltada por dois garotos numa bicicleta, numa esquina da rua onde moro. Centro da cidade, nem é lugar ermo portanto. Lugar largo, aberto, cheio de casas. Eles desceram a rua na bicicleta e voltaram.
Até pensei que tinham se perdido e pediriam alguma informação. Doce engano. Pediram e levaram meu celularzinho velho, comprado a duras penas numa oferta da operadora, e de quebra levaram meus parcos onze reais que restavam na bolsa...
Não tive tempo nem coragem de olhar para eles. Apenas notei que eram limpos, muito bem arrumados, de boné e óculos escuros. Poderiam ser meninos de família, adolescente comum, como tantos que a gente vê por aí.
A voz que exigiu o celular era juvenil, e o braço que me deu um soco para que eu desse dinheiro, era tão fraco que nem doeu... Mas levaram o que quiseram, sob meu medo aterrador.
Passei o dia pensando naquilo. Sei que não é saudável remoer nada, mas aquela cena passou em minha mente, como um filme, o dia todo. Meu Deus, o que leva duas crianças a roubar assim?
Não deveria ser por necessidade de roupas ou alimentos, pois assim não me pareceu, por causa do aspecto geral deles. Penso sinceramente que sejam os viciados das drogas, sem limites, sem nada na cabeça ou no coração. Será que estes pais saberiam onde estavam aqueles filhos? Certamente nem sonham que em plena luz do dia, sem medo, sem dó nem piedade estavam assaltando.
É o que sempre digo: nós pais, precisamos saber onde e com quem andam nossos filhos. Olhar bem na cara deles quando eles voltam da rua, da balada, da escola. Porque quando saem de casa, é fácil ver que estão bem.
Hoje em dia é comum vermos pais temendo os filhos. Estes gritam, se acham com todos os direitos e sem nenhum dever e os pais acuados e bobos, para não traumatizar o “coitadinho”, cedem e dá no que dá: jovens fazendo tudo errado.
Certamente meu celular já estava numa “boca” meia hora depois. E mais um jovem usou droga. Pior, às minhas custas. Fico muito indignada com a situação.
Felizmente, a mídia formadora de opinião tem dado muito espaço para discutir o uso e abuso de drogas. Cabe à família, á escola, e a cada um, cuidar para que seja feita a prevenção nas crianças, desde muito cedo. Informar e prevenir é sempre melhor que remediar.
Assim, poderemos transitar sem medo em nossa linda e pacata cidade. Que Deus nos proteja...
Contem comigo, conto com vocês.
Irani de castro
e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
(12) 3674-3899
Até pensei que tinham se perdido e pediriam alguma informação. Doce engano. Pediram e levaram meu celularzinho velho, comprado a duras penas numa oferta da operadora, e de quebra levaram meus parcos onze reais que restavam na bolsa...
Não tive tempo nem coragem de olhar para eles. Apenas notei que eram limpos, muito bem arrumados, de boné e óculos escuros. Poderiam ser meninos de família, adolescente comum, como tantos que a gente vê por aí.
A voz que exigiu o celular era juvenil, e o braço que me deu um soco para que eu desse dinheiro, era tão fraco que nem doeu... Mas levaram o que quiseram, sob meu medo aterrador.
Passei o dia pensando naquilo. Sei que não é saudável remoer nada, mas aquela cena passou em minha mente, como um filme, o dia todo. Meu Deus, o que leva duas crianças a roubar assim?
Não deveria ser por necessidade de roupas ou alimentos, pois assim não me pareceu, por causa do aspecto geral deles. Penso sinceramente que sejam os viciados das drogas, sem limites, sem nada na cabeça ou no coração. Será que estes pais saberiam onde estavam aqueles filhos? Certamente nem sonham que em plena luz do dia, sem medo, sem dó nem piedade estavam assaltando.
É o que sempre digo: nós pais, precisamos saber onde e com quem andam nossos filhos. Olhar bem na cara deles quando eles voltam da rua, da balada, da escola. Porque quando saem de casa, é fácil ver que estão bem.
Hoje em dia é comum vermos pais temendo os filhos. Estes gritam, se acham com todos os direitos e sem nenhum dever e os pais acuados e bobos, para não traumatizar o “coitadinho”, cedem e dá no que dá: jovens fazendo tudo errado.
Certamente meu celular já estava numa “boca” meia hora depois. E mais um jovem usou droga. Pior, às minhas custas. Fico muito indignada com a situação.
Felizmente, a mídia formadora de opinião tem dado muito espaço para discutir o uso e abuso de drogas. Cabe à família, á escola, e a cada um, cuidar para que seja feita a prevenção nas crianças, desde muito cedo. Informar e prevenir é sempre melhor que remediar.
Assim, poderemos transitar sem medo em nossa linda e pacata cidade. Que Deus nos proteja...
Contem comigo, conto com vocês.
Irani de castro
e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
(12) 3674-3899

















