
Para quem tem um familiar dependente químico, em recuperação ou na ativa (usando drogas no momento), cada dia é um dia de muita luta, muita dor de cabeça. Como tenho dito, a família deve estar envolvida sempre. Meditando sobre este envolvimento, me ocorreu que muitas vezes nós pais, nos “esquecemos” dos outros filhos, aqueles filhos que não tem problemas, que só nos trazem alegria, conforto e apoio.
Hoje quero falar destes filhos.
Nós pais, diante do desajuste do filho dependente ficamos tão alterados pela aflição e angústia, que ignoramos que filhos de qualquer idade esperam receber atenção e carinho dos pais.
Às vezes este filho precisa conversar conosco também. Precisa falar de seus problemas, de seus relacionamentos com amigos ou marido, enfim de suas dificuldades.
Precisam de pais companheiros, carinhosos, interessados e pacientes. Pais que os enxerguem. Que os ouçam.
Não poucas vezes descontamos neles nosso mau humor pelos problemas causados pelo filho desafio. Isto tudo sem contar da tristeza de um filho ver os pais infelizes, cabisbaixos, chorões, por causa do comportamento do irmão. Isto gera conflitos, mágoas, um mal estar na família que não é saudável para ninguém.
Fico pensando: será que não estamos centrando no que é errado e desvalorizando o que é certo?
Assim sendo, o que fazer?Em primeiro lugar conhecer e valorizar os sucessos e qualidades do filho sadio. Conversar com eles assuntos de seu interesse e sempre que possível, elogiá-los com sinceridade.
È muito bom conversar com eles participando de suas alegrias e dificuldades (eles também têm dificuldades...) .
Não fazer comparações é uma forma de respeitar a todos. É preciso que os filhos saibam o quanto são importantes para nós. Eles são nossa maior alegria
E finalmente, filhos esperam que os pais estejam atentos a eles. Cuidar de um machucadinho bobo é uma forma de mostrar carinho. Elogiar seus cabelos, sua pele, também é muito positivo.
E, sobretudo não enganar nosso filhos jamais. Falar sempre a verdade, dizer que é muito bom ter filhos como eles.
E é muito bom mesmo. Tenho que agradecer a força, o apoio e o amor incondicional que temos recebido de nossas filhas, presentes de Deus.
Contem comigo, conto com vocês.
Irani Maria V. de Castro
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