
O mundo mudou de tal maneira que se houvesse a possibilidade de alguém ter saído dele há uns sessenta, setenta anos atrás, e voltado hoje, não mais conseguiria viver de forma ajustada.A educação inclusive era outra, e nós que somos de outra geração, sabemos muito bem disso. As crianças que eram acompanhadas de perto por suas mães, tiveram suas vidas afetadas quando elas saíram para trabalhar fora, deixando-as muitas vezes com pessoas que não estavam preparadas para educá-las.
A tradição foi quebrada, o desacerto foi muito grande e em muitas famílias, o resultado disto tudo foi muito ruim. Pais perdidos na educação moderna, filhos exigindo cada vez mais liberdade. Pais abobalhados e inseguros criando filhos ditadores dominando os lares. Conseqüência: adolescentes grávidas, milhões de jovens dependentes químicos.
A tradição foi quebrada, o desacerto foi muito grande e em muitas famílias, o resultado disto tudo foi muito ruim. Pais perdidos na educação moderna, filhos exigindo cada vez mais liberdade. Pais abobalhados e inseguros criando filhos ditadores dominando os lares. Conseqüência: adolescentes grávidas, milhões de jovens dependentes químicos.
Isto me traz à lembrança um velho ditado: “melhor prevenir do que remediar”. Os antigos tinham razão. É muito melhor cuidar para que não aconteça, do que deixar acontecer e correr para consertar. Nós pais precisamos estar atentos o tempo todo.
Hoje os meninos dos nove aos quatorze anos não são os mesmos meninos desta idade há alguns anos atrás. Mudou o foco de interesse, e os meninos desta idade já estão pensando em álcool, drogas, preservativos, sexo. A alma é de criança, mas o mundo exige deles um conhecimento de adulto. Exige deles posturas que eles não estão maduros para assumir. Então, nesse momento, os amigos passam a ser extremamente importantes. A “turma” passa a ser a bússola deles, o refúgio, o espelho. Entendemos que é muito difícil para um jovem dizer “não” para um amigo ou para outro adolescente. Precisamos dizer isto a ele, mostrar empatia. No entanto, é necessário chegar junto com ele a um consenso quanto à forma de se reconhecer e se afastar das más companhias.
Aí entra o trabalho preventivo da família, ficando alerta para ver quem são estes amigos, se têm os mesmos valores, incentivando ou deletando estas amizades.
Uma das primeiras razões que os pré-adolescentes encontram para recusar drogas, álcool e comportamentos inadequados, é o medo de entristecer os pais. Este tipo de sentimento é muito importante para protegê-los. Então o negócio é aproveitar este sentimento, falando para eles que de fato, as drogas são ilegais, podem levar à prisão (que pais querem ver o filho preso?). Que as drogas causam dependência, uma doença incurável, fatal e progressiva que só traz sofrimento para quem usa e para quem convive com o dependente (mostrar os tristes exemplos da comunidade dos quais ele tem conhecimento). Explicar que os efeitos das drogas variam de pessoa para pessoa. Em uma pessoa, pode não fazer nada, porém em outra, pode levar à morte. E ninguém quer pagar para ver, é lógico. Então, o melhor, é não usar.
E finalmente, um segredinho. Sabemos que os jovens são muito preocupados com a aparência e imagem social. Mostre a eles os drogados da comunidade e diga a eles que ficarão assim, se consumirem drogas: dentes podres, muito magros, fedorentos, mal vestidos, encurvados, tristes e bobos. É o próprio bicho papão...
Contem comigo, conto com vocês.
Irani de Castro
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