Guaratinguetá
Antes de mais nada, antes de contar como foi a partida, é necessário dizer que cada atleta, cada membro da comissão técnica, diretoria, funcionários, aqueles que vivem o Guaratinguetá foram guerreiros no sentido literal da palavra ao empatar em 1 a 1 com a equipe do Palmeiras.
Em campo transbordou vibração e vontade, um primeiro tempo impecável tricolor, um segundo tempo de raça e luta.Nas arquibancadas (na bem da verdade dividas e com clima de paz, como sempre foi em Guaratinguetá) os verdadeiros tricolores apoiaram os noventa minutos. Mais uma vez o fanático torcedor abraçou o Guará.
Durante a semana, treinando em Atibaia, o técnico Márcio Araújo que tão bem conhece esse torcedor, fez o pedido tendo certeza que seria atendido, e mais uma vez foi. E não foi atendido apenas pelos torcedores, mas também por seus atletas guerreiros.
Quem conhece a curta e vitoriosa história do Guará, sabe que não será sem sofrimento, sabe que o coração tricolor bate forte nos momentos mais complicados, sabe que para o Guaratinguetá a vitória é sempre mais difícil.
No empate diante da melhor equipe do campeonato, diante do forte Palmeiras esta história poderia ter sido bem diferente. Coube ao time do Vale do Paraíba não só enfrentar esta grande equipe, mas também uma arbitragem confusa, cheia de dúvidas e que na grande maioria das vezes neste jogo, acabou apitando a favor do time da capital. Um filme que já vimos algumas vezes...
O primeiro tempo impecável do Tricolor!
Diante de um grande público, quem começa atacando é o time de Parque Antarctica, pela esquerda Armero faz boa jogada e tenta cruzamento, Fernando sai de soco e tira, isso aos dois minutos de jogo.
Aos quatro minutos é a vez de Nenê assustar o goleiro Bruno, o meio-campista tricolor tenta de fora da área, o arqueiro alviverde se estica todo e faz uma ótima defesa.
O Guará faz boa partida e usa as laterais para chegar ao gol esmeraldino. Aos 11 minutos, Alê recebe quase na cara do gol, dois defensores palestrinos aparecem na hora de sua finalização, o chute sai travado e facilita a defesa do goleiro Bruno.
Mas o líder Palmeiras também foi perigoso em suas descidas de ataque. Ortigoza desce pela direita e bate no rodapé esquerdo de Fernando que faz ótima defesa aos 18 minutos.
Elétrico na frente, Wellington Amorim é o grande pesadelo dos zagueiros palmeirenses, o atacante tricolor se movimenta bem, faz boas jogadas individuais e assusta. Em uma destas oportunidades, aos 33 minutos o atacante tricolor recebe pela esquerda, faz excelente jogada e bate pela direita do gol de Bruno.
Mais uma vez, Wellington Amorim, desta vez aos 38 minutos, o atacante recebe pela direita e bate por cima do travessão, a bola passa muito perto e o grito de gol fica entalado na garganta.
E jogando tão bem, buscando o gol, ele tinha que sair e acabou saindo para o delírio do apaixonado torcedor guaratinguetaense. E só podia ser Wellington Amorim, o nome do tricolor no jogo. Aos 42 minutos, Nenê cruza da direita e Wellington Amorim de letra faz um golaço! Explosão de felicidade do goleador no gramado e do torcedor no estádio.
Assim termina o primeiro tempo, com o torcedor tricolor sonhando com a vitória, e tendo a certeza que sua equipe está diferente, pois está jogando com alma e coração.
Um segundo tempo de dúvidas!
Na segunda etapa, o técnico palmeirense Wanderley Luxemburgo troca dois jogadores de sua equipe e o Palmeiras volta mais ofensivo, buscando o gol.
Nos minutos iniciais, pressão palmeirense. O time de Parque Antarctica tenta sufocar o Guará, e o primeiro lance de perigo acontece aos sete minutos, Diego Souza recebe na entrada da área e quase cara a cara com Fernando bate para fora pelo lado direito do arqueiro tricolor
.
Um minuto depois, acontece o penal para o Palmeiras, Ortigoza é agarrado dentro da área, sem nenhuma dúvida o arbitro assinala a marca da cal e Diego Souza converte, empatando a partida.
Fica no ar a seguinte questão, ou melhor, dizendo do nosso jeito caipira e interiorano de ser: Será que pau que bate em Francisco, também bate em Chico? Durante o restante da partida a arbitragem mostrou que não.
Depois do gol palmeirense o Tricolor do Vale correu atrás da vitória e por pouco não conseguiu. Aos 19 minutos, após um escanteio cobrado pela direita, a bola é desviada no primeiro pau e sobra limpinha para ele: Wellington Amorim que finaliza para fora, a bola passa muito perto da trave esquerda do goleiro alviverde.
Aos 22 minutos, Ivo desce pela direita, avança e vê o gol escancarado, o lateral tricolor solta a perna e o chumbo quente cruzado passa com muito perigo ao lado da trave direita da meta esmeraldina.
Incrível!
O lance mais incrível do jogo acontece aos 25 minutos, Gil desce pela direita e cruza rasteiro para Wellington Amorim (que partida!), o atacante tricolor pega gosto pela letra e quase faz o segundo, desta vez, bem posicionado o goleiro Bruno opera milagre e rebate, a bola sobra para Gil que bate e o goleiro defende novamente, a bola ainda sobra para Alê que chuta e um zagueiro deitado tira a bola e salva o Palmeiras.
E depois disso, o Guará voltou a atacar, mas quem foi mais perigoso foi o Palmeiras.
Aos 43 minutos, Daniel Santos arrisca de fora da área e a cabeça salvadora de Rocha salva o que poderia ter sido o gol da virada do Palmeiras.
A pressão nos minutos finais foi terrível, e as decisões estranhas da arbitragem também. Dois lances ilustram bem esse filme tão repetido no futebol, em caso de dúvida, sempre a favor do grande.
O primeiro, aos 46 minutos em um ataque esmeraldino, Magal ganha a frente do jogador do Palmeiras, é agarrado e estranhamente o arbitro assinala a falta contra o Guará. Chance alviverde, bola jogada na área e alívio. Contra ataque, o time do Vale do Paraíba tenta sua última chance e a zaga afasta, escanteio... e fim de jogo. O arbitro (talvez preocupado com alguma coisa) nem mesmo deixou o Guará bater o corner.
Vai entender...
Para o presidente Carlos Arini (o Carlito) as dúvidas e decisões do árbitro acabaram mudando a história do duelo.
“Na hora do pênalti, ele não teve nenhuma dúvida e apontou na marca da cal. No último minuto, quando tínhamos um escanteio a favor ele também não teve dúvida, apitou o fim do jogo. Gostaria que ele não tivesse essas dúvidas no Parque Antarctica. Neste momento do campeonato uma bola parada decide muitas coisas”, declarou Carlito.
Com relação ao futebol mostrado pelos guerreiros o presidente tricolor espera a mesma vontade e superação no próximo duelo diante do Ituano.
“Todos pensavam que íamos terminar a rodada na zona de rebaixamento, mas isso não aconteceu porque jogamos com alma, coração e muita raça. Desta maneira o Guará sairá desta situação incômoda. Agora temos o Ituano e temos que continuar jogando cada partida como se fosse uma decisão”, finalizou.
A equipe se reapresenta na próxima segunda-feira (23/03) já pensando em mais esta batalha.
(Fonte: guarafutebol.com.br)



















