Quarta, 23 de Maio de 2012
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Dias 29, 30 e 31 tem Festival Parlapatões em Pindamonhangaba

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Com mais de 19 anos de estrada, 37 espetáculos produzidos, o premiado grupo paulistano Parlapatões chega a Pindamonhangaba. Traz na bagagem um Festival com cinco espetáculos de seu repertório.

Imagem: divulgação

Considerados pela crítica e pelo público um dos mais importantes grupos de comédia brasileiro, já se apresentaram em Portugal, Espanha e E.U.A.
Sua linguagem despojada, apoiada em técnicas circenses e nos recursos de improvisação, tornou os Parlapatões uma das companhias teatrais mais requisitados por festivais no Brasil.

O grupo apresentará nos dias 29, 30 e 31 de outubro com os espetáculos Prego na Testa; Proibido para Menores e Nada de Novo para adultos. Para as crianças, a trupe trouxe os espetáculo Parlapatões: Clássicos do Circo e O Bricabraque. Um verdadeiro panorama da produção do grupo e uma ótima oportunidade de se divertir muito.
Através do patrocínio da Sanofi Aventis, realizam o Festival Parlapatões passando por diversas capitais brasileiras e cidades do interior de São Paulo.

Veja a Programação:

Dia 29 de outubro – sexta
Nada de Novo – 20h

Dia 30 de outubro – sábado
Parlapatões: Clássicos do Circo - 16h (Infantil)
Proibido para Menores – 20h

Dia 31 de outubro – domingo
O Bricabraque -16h (Infantil)
Prego na Testa – 20h
Sinopses

Nada de Novo
(Tudo de novo outra vez)

Nada de Novo fez sua estréia em 1991, participou de vários festivais e se mantém hoje, dezesseis anos depois, como um dos grandes sucessos dos Parlapatões. Seu sucesso se deve ao espírito despojado que mantém aceso o estilo das atuações de rua do grupo. Através do deboche, ironizam tudo e todos. Destacam-se a Luta Dele Contra Ele Mesmo, a Aula de Fazer Rir e o Troglodita, mas a grande atração é a maneira como rompem os limites na busca de uma de comunicação intensa com o público.
É um espetáculo com diversos quadros cômicos, no melhor estilo cabaré, com números circenses integrados ao Teatro. Sua grande variedade de números, muitas vezes, permite que o roteiro seja alterado em sua ordem ou conteúdo conforme a apresentação.

Nada de Novo é uma verdadeira colcha de retalhos carregada de um humor ácido. O sentido geral do espetáculo é de como o homem, através do riso, pode ver o mundo de outra maneira.
Quadros cômicos que são uma seleção do melhor do humor dos Parlapatões, que mostram todas as influências que os grandes comediantes exercem no trabalho do grupo, tais como Groucho Marx, Monthy Python, Karl Valentin, entre outros. Enfim, é uma homenagem aos grandes mestres da atuação cômica.

Ficha Técnica
Roteiro e direção: Hugo Possolo
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto, Fabek Capreri e Alexandre Bamba

Proibido para Menores

Proibido para Menores é um espetáculo de quadros cômicos cuja temática é a infância. Pode se dizer que se trata de um espetáculo infantil para adultos, onde o humor sarcástico do grupo passa pelos clichês do que se produz no teatro, cinema e literatura para as crianças. A crítica ao papel educativo, didaticamente chato é um prato cheio para as brincadeiras do grupo. No fundo, é uma pequena vingança pelas bobagens às quais todos somos submetidos em nossa infância. Um espetáculo tão virulento quanto engraçado.

- O Palhaço-Bomba: que aterroriza o teatro ameaçando explodir tudo se tiver que fazer uma festa infantil;
- O Singelo Encontro da Família Nevers: Papai Noelvers, Branca de Nevers, Abominável Homem das Nevers e o não menos amiguinho das criancinhas, Micheal Jakson das Nevers;
- Sindicato dos Trabalhadores em Fantasias Tipo Cabeção: uma absurda reunião com personagens como Pluto, Frajola, Mickey e Castor onde discutem problemas da classe em uma assembléia.
Enfim, vários números cômicos que reunidos pelo mesmo tema se tornam uma forte crítica à forma com que os adultos entendem e recordam a própria infância.

Ficha Técnica
Texto e direção: Hugo Possolo
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto, Hélio Pottes, Alexandre Bamba e Fabek Capreri

Prego na Testa

O texto do americano Eric Bogosian, cujo título original é Pounding Nails in the Floor with My Forehead, aguardou mais de onze anos para ganhar sua versão brasileira. Em português, o título sugere o duplo sentido de ameaçar o crânio por um prego ou de que ele já esteja fincado em uma mente perturbada.

A peça foi grande sucesso nos EUA com a interpretação do próprio autor. Duas de suas peças foram transformadas em filmes: Talk Radio e Suburbia (que já teve montagem teatral paulista). Mestre em expor o ridículo da neurose urbana, Bogosian desenha, em Prego na Testa, vários tipos que vão do esquisito ao hilariante, sempre instigando a platéia a
reações que vão da gargalhada à angústia.
A tradução e adaptação de Aimar Labaki, além de situar aspectos da realidade brasileira, reordena condições de ritmo e síntese a serviço da força poética de cada cena. Insere os personagens em contextos mais determinados, o que consolida o elo entre eles, deixando espaço para a interpretação fluir.

Mais de um tema cerca a vida destes personagens multifacetados, vistos sobre o olhar cáustico de um autor inquieto e provocador. Bogosian aponta em seu texto para a sensação de impotência dos seres humanos diante da realidade das grandes cidades.
E são tantas as vezes que nos sentimos impotentes que parecemos ameaçados por um terrorista imaginário. Esta é a sensação que se busca para cada espectador em Prego na Testa. Para que ele oscile entre o medo e dúvida sobre uma vida ameaçada que não é bem a sua, mas que bem poderia ser.
Espetáculo de muita adrenalina e muito riso, Prego na Testa pode não ser para todas as idades. Mas com certeza é para todas as nacionalidades, credos, ideologias, opções sexuais e raças. Afinal, para rir e pensar basta ser humano.

Ficha Técnica
Texto: Eric Bogosian
Adaptação e direção: Aimar Labaki
Elenco: Hugo Possolo

Parlapatões: Clássicos do Circo

Em Parlapatões Clássicos do Circo as tradições da arte milenar voltam ao centro do palco para uma divertida encenação, sobre o universo lírico da arte circense. Visando atingir o público infantil e também aos adultos que usam as crianças como desculpa para assistir a uma boa palhaçada.

O circo sempre esteve presente nos trabalhos dos Parlapatões. Pesquisar os palhaços brasileiros, foi a base para o desenvolvimento da linguagem do grupo. Em 2007, a companhia retomou esta pesquisa no espetáculo Parlapatões Clássicos do Circo. É um espetáculo que festeja o repertório do grupo  em números para crianças, mas que também divertem os adultos. Destaques em outros espetáculos traz números tradicionais como o Árabe Contorcionista, e do Rei do Gatilho, mas também inovações que foram sucesso em outros espetáculos do repertório do grupo, como uma interativa disputa de pênaltis na divertida cena do Futebol de Palhaços, ou a coreografia de balé clássico realizada por lutadores de boxe e o famoso número das Águas Dançantes. Durante os seus 60 minutos de alegria, os quatro palhaços passam das mais clássicas reprises aos números mais inovadores em sua linguagem.

O espetáculo já fez várias temporadas, desde sua estréia em 2006, participou da Mostra Sesi de Teatro Infantil e abriu o Festival de Teatro infantil da Secretaria de Estado da Cultura.

Ficha Técnica
Texto, direção, cenário e figurino: Hugo Possolo
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto, Hélio Pottes e Fabek Capreri

O Bricabraque

Sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro chega a Vitória o espetáculo infantil que narra as aventuras do leiloeiro maluco Bricabraque e sua paixão pela pulga Gala. Uma divertida montagem dedicada às crianças. Com texto e direção de Hugo Possolo o espetáculo traz Alexandre Bamba em um solo cômico recheado de jogos de improviso. A tônica da montagem de O Bricabraque é o envolvimento da personagem central com as crianças. Logo na entrada do teatro, sala do leiloeiro de um mercadão das pulgas, o público recebe um dinheiro de brinquedo, o Cabraquês, que permite um dos jogos entre o ator e as crianças. A partir daí, ele oferece a tal história que promete juntar aventura, mistério, romance e tudo mais o que a platéia pedir.
Bricabraque é um palhaço em outros trajes que dialoga da mesma forma que as crianças, sem separar o passado, o presente e o futuro.

Os recursos plásticos e sonoros servem para reforçar as habilidades do ator nos jogos que alternam as passagens da aventura com a participação provocada (e não-forçada). Tudo visa manter a trama ao mesmo tempo em que se cria um tipo de interação que só é possível entre crianças e palhaços. Uma experimentação que há muito se trabalha internamente nos Parlapatões, como técnicas de improvisação e jogos específicos para crianças, e que agora chega ao público de todas as idades.
Um único ator se desdobra em vários personagens para contar a aventura de um Bricabraque. Ele é um vendedor atrapalhado, que confunde o que narra com o que está acontecendo. Ele vende tudo. A única velharia que não vende de jeito nenhum é um anel que ganhou de sua mãe, antes dela morrer.

Ele se envolve em uma série de confusões por causa de uma pulga chamada Gala.
Apesar de muito atrevida e irreverente Gala demonstra gostar muito de Bricabraque que sempre a recusa. Gala não é uma pulga qualquer, pois, além de falar, tem uma força descomunal. A raiva que Bricabraque nutre pelo pequeno e incômodo inseto desaparece quando ela consegue para ambos um emprego em um Circo.
Lá tudo é diversão e alegria até que o Dono do Circo vende a pulga a um Vilão cruel e terrível. Bricabraque empreende  então uma intensa aventura para salvar Gala e vai descobrindo, aos poucos, o quanto gosta dela.
Ao final, ele encontra Gala, mas não consegue salvá-la. Ela morre, pois fez enorme esforço em carregar o anel que pertencera à mãe de Bricabraque e que foi roubado pelo Vilão.

Depois de toda a confusão narrada, Bricabraque toca a vida em frente, revelando que aprendeu a mostrar e a lidar com seus sentimentos. Bricabraque se diverte com as crianças sabendo que é bom ser um pouco louco e um pouco lógico.
É um espetáculo cômico e divertido que procura dar uma visão sobre a sensação de perda para crianças.

Ficha Técnica
Texto e Direção: Hugo Possolo
Elenco: Alexandre Bamba

Ficha Técnica do
Festival Parlapatões

Produção Executiva: Cristiani Zonzini
Assistente de Produção: Amanda Yamada
Operação de luz: Reynaldo Tomaz
Operação de som: Rodrigo Bella Dona
Assessoria de imprensa: Vivian Dozono
Fotos: Luiz Doroneto
Programação visual e desenhos: Werner Schulz
Secretária: Cintia Fernanda
Coordenação Geral: Hugo Possolo e Raul Barretto

Realização:
Parlapatões, Patifes e Paspalhões
Agentemesmo Produções Artísticas

Histórico dos Parlapatões

Desde 1991 os Parlapatões realizaram mais de 37 diferentes produções. À frente de seu teatro, o Espaço Parlapatões e do Circo Roda, são reconhecidos no Brasil por seu trabalho com comédia, circo e teatro de rua.
Seus espetáculos desatacam-se nos principais festivais internacionais no Brasil: FILO (Londrina), FIT (Belo Horizonte) e Porto Alegre em Cena. Fora do Brasil, já estiveram nos E.U.A., Espanha, Portugal e Escócia.

Seus grandes sucessos são: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , atingiu mais de 50 mil espectadores; Sardanapalo, dois anos em cartaz e destaque no Festival de Edimburgo (Escócia); e U Fabuliô, representante oficial do Brasil na Expo 98, em Lisboa. Em 98, receberam o Grande Prêmio da Crítica APCA pelo evento Vamos Comer O Piolim.

Ao completarem dez anos de trabalho, lançaram o livro Riso em Cena, do jornalista Valmir Santos.  Suas últimas montagens foram As Nuvens e/ou um Deu$ Chamado Dinheiro, que estreou em 2003 no FTC (Curitiba); Prego na Testa, texto de Eric Bogosian adaptado e dirigido por Aimar Labaki , que estreou em 2005 e Vaca de Nariz Sutil, adaptação do romance de Campos de Carvalho com estréia em abril de 2008. Em 2009, estrearam o espetáculo O Papa e a Bruxa, texto inédito de Dario Fo no Brasil.

No área circense o grupo mantém em parceria com a Pia Fraus o Circo Roda, que  realizou os espetáculos Stapafúrdyo, em 2006, e Oceano, em 2008.

Serviço

Festival Parlapatões
Dias 29, 30 e 31 de outubro

Teatro Cootepi
Av. Nossa Senhora do Bom Sucesso, 2.750
Informações: 3645-9090
Lotação: 300 lugares

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada)
Funcionamento da bilheteria das 14h às 18hDias 29, 30 e 31 tem Festival Parlapatões em Pindamonhangaba


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