Pindamonhangaba
O projeto de fossas sépticas econômicas de Pindamonhangaba, criado pela Prefeitura, chamou a atenção do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no intuito de levar a iniciativa para os assentamentos de todo o Estado de São Paulo.
Na quarta-feira, coordenadores do Incra, acompanhados de um engenheiro, estiveram na Secretaria de governo e Integração da Prefeitura de Pinda, para conhecer melhor esse projeto que vem mudando a realidade de diversas comunidades de baixa renda no município.
O projeto já recebeu elogios do Ministério do Meio Ambiente e representantes de alguns estados do país, como Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná, se interessaram em implantar o método em suas comunidades.
Os coordenadores se mostraram empolgados com o projeto. A coordenadora estadual de programas de moradia rural, Camila Simões, disse que pretendem realizar a aplicação do projeto no Estado inteiro e, inclusive, nos assentamentos das regiões próximas a Pindamonhangaba. O diretor de Governo, Carlos Henrique Marcondes “Kalik”, responsável pelo projeto, recepcionou os visitantes e mostrou na teoria e na prática o funcionamento das fossas sépticas econômicas e seus benefícios.
Resgate da dignidade - O projeto de fossas sépticas econômicas foi criado pela parceria entre o Departamento de Proteção aos Riscos e Agravos à Saúde e o Departamento de Governo da Prefeitura. A iniciativa se deu devido ao grande número de notificações dos PSFs (Programa de Saúde da Família) à Secretaria de Saúde do município, com relação a casos de doenças relacionadas com a água contaminada por esgoto, em comunidades rurais.
A partir daí, de acordo com determinação do prefeito João Ribeiro, foi desenvolvido esse projeto que é bem mais barato que as fossas sépticas comuns e, por isso, acessível às comunidades de baixa renda. Comparativamente, uma fossa de alvenaria se faz com cerca de R$800 e uma fossa séptica econômica custa cerca de R$100. O primeiro lugar que recebeu essas fossas sépticas foi a comunidade do Cerâmica. O barateamento do custo se dá com a utilização de três tambores plásticos de 200 litros, interligados por sifões de 100 mm e, por meio da sedimentação do esgoto e criação de bactérias anaeróbias que se alimentam da parte sólida, é feito o saneamento, que é liberado por meio de sumidouro ou de vala de infiltração. (Fonte: Jornal da Cidade Pinda)



















