Mas o que poucos sabem é que o controle da pressão arterial sangüínea é uma das funções dos rins. Portanto, a tão conhecida pressão alta tem uma estreita relação com as doenças renais. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN, dos 12 milhões de hipertensos brasileiros, 6,6% são doentes renais.
Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão – Regional Pernambuco e diretora da Uninefron, Ângela Santos, a hipertensão pode levar à disfunção do rim, assim como pode ser o resultado da deficiência desse órgão. “Os rins controlam as concentrações de sódio e a quantidade de líquido no nosso organismo e quando falham no desempenho dessas funções vitais, a pressão sangüínea pode elevar-se”, explica.
Os rins também secretam uma substância chamada renina, um potente vasoconstrictor, liberado nos casos de desidratação grave e hemorragias e que resultam em diminuição da perfusão renal desencadeando hipertensão arterial. Por outro lado as doenças renais podem estimular a produção de um hormônio, a endotelina, este o mais potente vasoconstrictor que eleva a pressão sanguínea. Sendo assim, explica Ângela Santos, se os rins não funcionarem bem, haverá uma produção em excesso de renina e/ou endotelina que trará como conseqüência a hipertensão. Consequentemente, a pressão alta mantida danifica os vasos sangüíneos, causando assim a progressiva falência renal.
A hipertensão arterial isolada ou em conjunto com a diabetes está entre as principais causas de insuficiência renal crônica e respondem por 50% dos pacientes e se não tratadas da maneira correta, pode levar a falência total do funcionamento renal. “Por isso, é de extrema importância que o paciente hipertenso tenha o acompanhamento de um nefrologista para ter a saúde do seu rim supervisionada”, alerta Ângela Santos.




















