A conta de energia elétrica desta fábrica de sorvetes vai ficar mais cara no ano que vem. O valor cobrado mensalmente vai aumentar de R$ 5,5 mil para R$ 5.568,00. “No decorrer do ano acaba sendo um valor bastante significativo para nós. Já fazemos um esforço para reduzir o consumo na empresa e esse imposto vem contra o trabalho que já temos feito”, diz Alcir de Souza, consultor elétrico da fábrica.
A taxa de iluminação vai ser dividida por atividade econômica. Casas e escolas vão pagar 2,5% sobre o consumo, o comércio 3% e a indústria 4%.
A cobrança será para quem gastar mais do que 100 quilowats por mês. Por exemplo, uma casa que consome 200 quilowats gasta, normalmente, cerca de R$50 por mês. Com a nova taxa terá que pagar R$1,65 a mais.
Uma outra cobrança é a do lixo. A partir de janeiro os moradores terão que desembolsar R$0,69 por metro quadrado de imóvel.
A explicação para as novas taxas é a falta de dinheiro no caixa da prefeitura para quitar dívidas com a empresa responsável pela distribuição de energia na cidade, como também juntar recursos para os investimentos do ano que vem. “A taxa de iluminação pública custa R$ 150 mil por mês aos cofres municipais. E a partir de janeiro, teremos que levar o lixo para Cachoeira Paulista. Nosso aterro sanitário está impedido de receber o lixo”, explica Sidney Bittencourt, secretario de planejamento de Aparecida.
Os novos impostos dividem a opinião dos moradores. “Incluir na conta de luz e de água, não vai pesar muito no bolso da gente”, diz uma moradora. “A taxa de iluminação a gente já paga na conta, eu acho que algumas coisas teriam que ser revistas”, diz outra.
Os moradores devem começar a pagar as novas taxas a partir de fevereiro.




















