Fotos: Imprensa/Sindmetp

Por grande maioria, os funcionários horistas aprovaram proposta do sindicato para lay-off (suspensão do contrato de trabalho) e os mensalistas aprovaram proposta da empresa para redução de jornadas e salários.
Com expressiva participação dos metalúrgicos, foram aprovadas duas propostas para reduzir o impacto de demissões na Tenaris Confab (fábrica de tubos de aço) e Socotherm Brasil (revestimentos de tubos), ambas localizadas no bairro Cidade Nova, em Pindamonhangaba.
Às 15h, a assembleia que contou com cerca de 700 funcionários horistas aprovou a proposta para lay-off pelo período de cinco meses, com introdução do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e cursos de qualificação profissional pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).
Às 17h, em torno de 300 funcionários mensalistas aprovaram a proposta direcionada no acordo.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Romeu Martins, ressaltou que a proposta não é o ideal, mas uma alternativa viável para a manutenção dos empregos.
“Na verdade, a proposta do sindicato é sempre de melhoria de salário e de qualidade de vida e trabalho, porém, temos a responsabilidade de analisar junto aos trabalhadores o que melhor lhe convém neste momento de crise financeira. A empresa nos mostrou a carteira, não tem obra e não tem previsão”, explicou.

Responsabilidade - O presidente da FEM-CUT (Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo), Valmir Marques, o “Biro-Biro”, também esteve presente nas assembleias, e ressaltou a forma responsável com que foram conduzidas.
“O sindicato tem a função de representar a vontade do trabalhador. Nós sabemos que é uma medida amarga, uma proposta dura, mas que reflete bem a realidade da empresa. O sindicato teve responsabilidade, sentou, fez uma proposta para a empresa e os trabalhadores votaram por unanimidade, o que prova que os trabalhadores estavam certos de construir esse acordo”, disse.
Mesmo durante crise, sindicato vê avanços nas negociações
Apesar da situação do momento, a disposição para negociar e a participação dos trabalhadores são dois avanços na avaliação da nova diretoria do sindicato.
“Trabalhei aqui durante dez anos e faz dez anos que fui para a Gerdau. Tenho amigos dentro da Confab e Socotherm e nunca vi a participação dos trabalhadores em conjunto com a direção da empresa”, disse Romeu.
Para o novo presidente, a participação da classe operária é fator determinante para o sucesso das negociações. “Quando os trabalhadores acreditam na direção do sindicato há um avanço muito grande na mesa, porque a empresa começa a respeitar de maneira diferente a direção do sindicato.”




















