Ela ainda tem muitas marcas da maior tragédia que esse povo já viveu. Faz quase 100 dias que parte da história de São Luiz se transformou em escombros, e muito do que restou do passado é frágil, resiste escorado por madeiras. Do maior cartão postal da cidade, a Igreja Matriz, pouca coisa foi salva. Agora são só recordações.
A igreja deve voltar a ser o que era em cerca de três ou quatro anos. Esse é o tempo necessário para erguer um novo templo. Até lá, as celebrações serão feitas em um palco montado na praça. Mas numa cidade que, por enquanto, não tem igrejas qualquer lugar serve para manifestar a fé. A missa do domingo de Páscoa, por exemplo, foi no centro pastoral.
No significado da Páscoa, São Luiz do Paraitinga encontra um alento, um incentivo para seguir em frente. "Tem que continuar, a comunidade ajudando, aprendendo também muita coisa", disse a dona de casa Maria Cecília Onorato. O padre da cidade, Edson Rodrigues, incentiva a comunidade a manter a coragem para reerguer a cidade: "Nós somos convidados a erguer as nossas cabeças e reconstruir as nossas casas, reconstruir a casa de Deus e reconstruir a nossa vida".




















