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Quarta, 23 de Maio de 2012
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Famílias de Taubaté vivem drama com a dependência química e procuram ajuda para se livrar do problema

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A dependência química é um drama cada vez mais freqüente. Em Taubaté, famílias que não sabem como se livrar do problema, procuram ajuda do poder público. Mas, para muitos, nem sempre o auxilio oferecido é suficiente.

A história de uma jovem com a droga começou há oito anos. Além da dependência, o uso do crack ainda lhe trouxe outro problema: o vírus HIV. O parceiro dela, também usuário, morreu. Atualmente, ela tenta se livrar do vício para ter um futuro ao lado da filha de um ano.

A força de vontade, no entanto, não é suficiente. “Eu preciso de uma internação, porque sozinho na rua eu não consigo mais parar. Eu cheguei ao fundo do poço, cheguei no meu limite”, revelou.

Quem também pede ajuda é uma dona de casa. O filho dela abandonou o emprego e a família por causa das drogas. A mãe conta que ele chega a beber álcool combustível na falta do crack. “Ele vende tudo o que tem. Só não vendeu a parede da casa dele, porque não sai do lugar. Eu quero pedir um apelo de uma mãe em desespero, pelo amor de Deus, alguém me ajuda, porque ele precisa de um tratamento”, disse.

Essa ajuda que os parentes de dependentes e os próprios usuários pedem é cara. Uma internação em uma clínica particular custa pelo menos R$ 500 por mês. Mas o tratamento é longo. Em Taubaté, a prefeitura não disponibiliza internação.

O atendimento é feito no Centro de Atenção Psicossocial, onde os dependentes e as famílias têm apoio de uma equipe multidisciplinar. Os responsáveis pelo centro reconhecem que em determinados casos, a internação seria o mais indicado.

Mas a dificuldade é que o hospital mais próximo que o Estado oferece está localizado em Itapira, na região de Campinas. E mesmo assim, faltam vagas. “Tem uma central de vagas, que disponibiliza algumas vagas, mas é muito difícil a gente conseguir internar. Mesmo fazendo a internação, ele tem que fazer essa mudança de comportamento para que possa enfrentar o problema da droga, da dependência química”, explicou a coordenadora do CAPS, Ida Aparecida Ruza.

Os especialistas afirmam que para que o dependente químico supere o vício é necessário, força de vontade, apoio psicológico, médico e familiar. Mas, quem vive esse drama faz um alerta. “É um conselho que eu dou, que converse muito com seus filhos. Se eles nunca usaram, tente falar para eles nunca usar, porque é muito difícil, é uma droga que leva a pessoa para o fundo do poço”, reiterou.

A coordenadora do Caps de Taubaté reforça que antes mesmo de uma internação, o dependente químico precisa de um tratamento com os profissionais do Centro de Atenção Psicossocial, oferecido pelo município.

O Caps de Taubaté funciona na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 54 no Santa Clara. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.Famílias de Taubaté vivem drama com a dependência química e procuram ajuda para se livrar do problema


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