Imagem: Guilherme Moura

A fórmula do reajuste salarial corresponde à soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE, da data-base da categoria, 1º de setembro, estimado em 4,3%, e mais o percentual do aumento real.
Além do aumento salarial, também voltou a ser discutida a questão da ampliação da licença-maternidade para 180 dias, mas a bancada patronal ainda não aceitou incluir a questão na Convenção Coletiva de Trabalho.
O presidente da FEM-CUT, Valmir Marques (Biro Biro) disse que os sindicatos metalúrgicos filiados estão irritados com estas propostas das bancadas patronais. “Com estas propostas as empresas estão provocando os nossos sindicatos a irem para o enfrentamento”, afirma Biro.
Nova reunião com o grupo foi agendada para o dia 2 de setembro às 10h, na sede da Abinee, na FIESP.
Pinda - Pouco tempo após o término da reunião na sede da Fiesp, o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba já estava repassando a informação da campanha salarial para os trabalhadores da Confab Equipamentos, em Moreira César, que fazem parte do G2. Ao total, o grupo reúne mais de três mil trabalhadores na cidade.
Para o presidente do sindicato, Antonio Romeu Martins, o grupo já tem um histórico de dificuldade de negociação. “Um dos grupos que sempre tivemos mais dificuldade de negociação foi o Grupo 2. E o Grupo 3, das autopeças, já incluiu a ampliação da licença-maternidade. Vamos brigar por esse benefício com as empresas do Grupo 2 também”, disse.
Nessa quinta também foram realizadas mobilizações em Pinda com os trabalhadores das fábricas Elfer, Incomisa e Aleris, todas do Grupo 8.
Outros grupos – A Federação também reprovou nessa quinta-feira proposta oferecida pelas Montadoras (Grupo 10) de apenas 5% de aumento salarial (INPC + 0,68% de aumento real). A negociação por enquanto está suspensa. Além dos Grupos 10 e 2, também apresentaram propostas de aumento salarial as bancadas do Grupo 8 (6% - INPC + 0,68% de aumento real), Grupo 3 (7% - INPC + 2,5% de aumento real) e Fundição (6,53% - INPC + 2% de aumento real) – todas foram reprovadas pela Federação.




















